23.11.10

Comer Rezar Amar - Elizabeth Gilbert

Depois de 2 semanas de sol no interior do interior, um pos-carnaval conturbado, uma terca de depre, uma semana empurrada, 2 livros terminados, varias fotos devidamente “ scraptadas” , as contas por pagar, chegou o domingo: rede e livro novo.

Como assim? A 'dona' esta contando minha vida no livro? A historia de uma garota na faixa dos 30, em crise existencial, que acabou um relacionamento conturbadamente e se mudou.

Ok, agora que escrevi isso me senti ridicula. Essa e a historia de qualquer mortal em algum momento na vida, para não dizer em varios momentos da vida: Fins de relacionamentos são sempre conturbados, por mais amigaveis que sejam e isso sempre gera uma crise existencial e consequentemente, mudancas.

Sendo assim, como perdi meu assunto principal, mudo um pouco o foco. Estranho como historias pessoais se repetem e como na maioria das vezes, as pessoas reagem da mesma forma, sempre, em qualquer lugar do mundo. Final de relacionamentos? Chorar, comer, rezar e amar de novo, nem que seja para esquecer o dito anterior.

A 'dona' do livro foi comer na Italia, eu me contentei com minha cama, um cobertor e um pote de Haagen Dazs. Ela foi para a India rezar, eu fui para a Igreja de Santa Rita, no alto do bairro São Pedro. A preguica e meu desnorteamento local ainda não me permitiram conhecer a paroquia da minha santinha na capital paulista entao, de novo, me contento com minha cama e a imagem que ganhei da minha mae. Ela foi para a Indonesia amar... eu... bom, eu continho ma minha cama com a Santa Rita ao lado (o pote de Haagen Dazs acabou), esperando o tal do amor, aquele mesmo que não chega “na hora marcada, assim como as cancoes, as paixoes e as palavras”.

Vou ali... ainda estou na Italia com a 'dona'.


(Opinião escrita em 19/02/2008)

13.11.10

comer, rezar, amar - elizabeth gilbert

eu sempre preferi ler antes de ver, mas com "comer, rezar, amar" foi diferente. eu já tinha ouvido falar desse livro, que era um best-seller, mas eu não costumo ler os indicados pela Times. aí, o filme chegou em Belém e é com a julia roberts, que eu adoro!!!!! fui correndo ver e adorei. comprei o livro e não me arrependi.
a história da liz podia ser a história da minha vida, a história de nossas vidas. chega um momento em que tudo parece perdido e confuso e você precisa fazer alguma coisa pra não ser engolida pelo buraco negro. então, a liz fez o que eu gostaria de fazer nesses momentos: viajou.
ela foi pra roma, índia e bali. conheceu o prazer da boa comida, o prazer de encontrar deus e o prazer de conhecer um grande amor. tudo isso dentro de 1 ano. ahhhh que inveja!!!!!!!!
mesmo não podendo fazer o que a liz fez, fico feliz por aproveitar um pedacinho das descobertas dela, através da leitura desse livro, que aliás, recomendo.
comer, rezar, amar proporciona uma ida pra dentro de si mesmo e é muito bom olhar para dentro e perceber que gosta do que está vendo. alcançar isso pode ser difícil e demorado, mas vale a pena. e por isso esse é o meu objetivo: olhar pra dentro de mim mesma e sorrir pelo que eu estiver vendo...

6.11.10

Sidarta - Hermann Hesse




Livro que faz pensar - quase uma alto-ajuda, se isso já existisse na época de sua publicação. Um homem em busca de seu próprio EU. Muitos ensinamentos e tópicos para se filosofar sozinho ou em grupo, mas a leitura pode se tornar um pouco monótona.

Me lembrou O Alquimista de Paulo Coelho ou Cândido e o Otimismo, de Voltaire - guardadas as devidas proporções dos estilos literários de cada autor.

23.9.10

A Mulher-Gorila e outros demônios - José Rezende Jr.


Tenho a impressão que voltei no tempo. Lembro de mim, garotinha da capital estreando na vida do interior, encolhida entre a grade de segurança e a cortina de saída do trailler. Ali estava por ser curiosa. Ale me deixavam por ser filha de “autoridade” - ‘faremos tudo que seu mestre mandar? Faremos todos! ‘ - mesmo que ‘seu mestre’ não mandasse nada.

“Essa é Monga, a incrível mulher-gorila. Ela se MOVIMENTA, mostrando que é viva e real”

A entonação da voz mutante do narrador do espetáculo se mistura com a voz cadenciada de Dona Filó da esquina, que hoje, quando me vê, repete para quem quiser ouvir: “ vô acendê umas vela que é procê arrumá um marido rápido”. Também ouço o canto triste de Adriana Lúcia pendurando roupa e as histórias da minha tia que tem uma amiga cujo marido fez alguma coisa relativa ao assunto em questão - independente de qual for o assunto.

“Calma Monga! Não! Não faça isso Monga... Monga... Meu Deus!”

Me encolho mais para não ser atropelada pelo público assustado, e ainda assim consigo olhar no fundo dos seus olhos de gorila. Eu descobri o segredo e agora estamosaqui, eu e Monga, de volta à Minas, sem muita diferença entre o antes e o agora.

Uma seleção de contos com o mais gostoso estilo mineiro. Parabéns José Rezende pelo poder de nos fazer viajar!

2.9.10

Romeu e Julieta - William Shakespeare



 Talvez, essa seria a única história, conhecida mundialmente, que não precisasse de um resumo. Quem não conhece, a história de amor, mais célebre de todos os tempos? A briga de família, tragicamente consciliada por um amor impossível, regado a sangue e juras de amor.
Quando tentei ler, aos meus 16 anos, não entendia, que essa leitura,  a chave dela, e por não entender e nem conseguir de  sair da página 3, seria exatamente o que agora me fez ler até a última página, a linguagem metafórica e romântica. Cada diálogo, é uma poesia, por mais simples que possa parecer, e não ousaria em dizer, "uma dança, com as palavras".
Clássico, dos clássicos, merecidamente por estar entre eles.

29.8.10

Prata do Tempo - Letícia Wierzchowski

Quando pego um livro para ler, acontece todo um ritual. Nunca olho quantas páginas tem, não gosto de ler a orelha com medo de ler algo que crie algum tipo de preconceito que me atrapalhe a leitura. Passo um tempo analisando a capa do livro, respiro fundo e fecho os olhos um pouco antes de abri-los novamente para a primeira linha.


Dramático não? Sim! Mas é exatamente assim: eu vivo o drama, eu sinto o drama, eu rio e choro, sofro, brigo, dou gargalhadas. Eu viajo, conheço o mundo, conheço amores, conheço vidas.


Talvez por estar numa fase mais circunspecta, talvez pela quantidade de livros lidos, talvez pelos comentários à respeito... Quando Prata do Tempo chegou eu me retraí. Já tinham sido 8 livros no mês e eu precisava de um livro que me arrebatasse. Que me tirasse de casa e me fizesse viver uma história que não era a minha, que me desse um outro foco.


Durante 2 noites, as 350 páginas me levaram para uma casa de 1000 portas que abrigou as histórias de amores com princípio, meio e fim de diversas gerações de uma família. O ardor da narrativa e e ênfase das comparações com um certo “quê” de Garcia Marquez me deixam agora, que acabo de fechar o livro, com uma espécie de melancolia, uma saudade de algo que ainda não vi,


Outro livro nota 10 para o ano.

26.8.10

A Volta do Parafuso - Henry James



Como explicar? Eu gostei de LER o livro, mas não gostei do livro.


Ele chegou até mim como sendo um livro de mistério e eu, que esperava um livro policial, me deparei com uma espécie branda de terror psicológico. Justo eu que não gosto nem de terror, nem de “psicológicos”.


Sim, eu li até o final com aquela curiosidade natural de se conhecer o fim - fim esse que mesmo lido, não foi conhecido - ou compreendido - o que é mais provável. Li com desinteresse, devo confessar.


Reconheço a originalidade do roteiro principalmente quando se leva em conta a época em que foi escrito. E para sorte do autor, descobri que minha opinião é apenas parte de uma minoria: o livro foi parar em Hollywood e se tornou o clássico “Os Inocentes”.