16.7.11

A Cabana - William P. Young


o que você faria se recebesse um convite de Deus para um fim de semana em um lugar nada agradável?!!!!
a cabana é basicamente isso: um encontro com Deus, com medos, dúvidas, certezas, julgamentos,...
eu já tinha escutado algumas coisas sobre esse livro, mas como não sou muito fã de bestseller, deixei pra lá, até que uma colega do trabalho mexeu com minha curiosidade e resolvi ceder a leitura.
não me arrependi e acredito que vocês também não vão.
não se preocupem, porque não é um livro religioso, não tem nada a ver com religião. é mais uma conversa que você vai ter com um amigo, pra esclarecer algumas coisinhas.
um pai em busca de paz; uma vida em busca de mais uma chance...

22.6.11

Luiz Alfredo Garcia-Roza



Garcia-Roza me apresentou ao Delegado Espinosa. Um homem assim: meio nerd/meio gostoso/ meio canalha-sem-ser entende? Sempre imagino um cara de meia idade, um sorriso charmoso, roupa descuidada. Aquele tipo para quem você não olharia duas vezes na rua, mas que na primeira oportunidade te conquista pelo papo. Sabe de tudo um pouco, tem centenas de livros empilhados nas paredes do apartamento, numa perfeita rebeldia contra as tradicionais estantes.


Consigo imaginar sua casa, seu freezer com lazagnas congeladas, a cadeira preferida, a cama por arrumar. Consigo enxergar a vista da janela para a praça, crianças jogando bola que batem em seu próprio carro que, como o meu, sempre que se precisa dele está com bateria arriada por falta de uso. Praticamente vejo sua expressão ao sair do carro resignado e apelar para um taxi.


São livros policiais, sempre com crimes em Copacabana, mulheres sensuais e misteriosas e o Espinosa - o delegado! Não tem a arrogância do Poirot, nem os olhinhos vívidos da Miss Marple, muito menos o charme das histórias inglesas. Mas tem o calor do Rio debaixo do paletó (que sempre imagino mal cortado), tem a praia, tem copacabana - em resumo: tem o nosso gingado.


Pessoal, deixa eu lhes apresentar meu amigo, delegado Espinosa. Cuidado com sua lábia. Ele só tem cara de bobo.

15.6.11

Uma janela em Copacabana - Luiz Alfredo Garcia-Roza




A teoria que elaborei na metade do livro se mostrou a mesma mostrada em seu final. Não que o livro seja previsível, acho que eu é que estou lidando demais com charadas e quebra-cabeças.


Se você gosta de um livro policial leve ou se já conhece conhece o Delegado Espinosa e seus romances sorrateiros, divirta-se. É uma excelente maneira de se esquecer de seus próprios problemas e aliviar a cabeça, assistindo assim... como eu posso dizer? de camarote em “ Uma janela em Copacabana”, os problemas e mistérios alheios.





PS: Já li 21 livros esse ano e quase não postei nada por aqui. Estou tão atrasada comigo mesma e ainda com problemas internéticos. Mas isso tudo é apenas uma desculpa. Colocarei em dia as resenhas de minhas leituras. Aguardem.

4.6.11

Comprometida – Elizabeth Gilbert

Confesso que só comprei esse livro porque ele é da mesma escritora de Comer, Rezar, Amar, que eu adoro. Queria muito saber a continuação da história da Liz e do Felipe.

O livro é isso, a continuação de Comer, Rezar, Amar. Nele ficamos sabendo que Liz e Felipe são obrigados a se casarem se quiserem continuar morando juntos nos EUA, porque ele não tem mais direito de ficar entrando e saindo do país se não tiver um visto permanente. Então, o jeito é casar. Mas, não é tão fácil assim!!!!

Eles passam quase 1 ano em outros países, esperando o visto dos EUA. Eles não queriam ficar longe um do outro e não podiam ficar juntos nos EUA, então resolvem viajar, coisa que Liz adora fazer.

Eles conhecem lugares legais e outros nem tanto, pessoas legais, e outras nem tanto. No fim da tudo certo, mas isso não é o mais importante no livro.

Quando você começa a ler, já sabe que o final vai ser feliz. O interessante mesmo, o que me fez ler as 232 páginas foi a pesquisa que Elizabeth fez sobre o casamento.

Eu não sou contra o casamento, mas também não tenho nenhuma vontade de me casar. Entendam aqui por casar como sendo aquela cerimônia na frente de um juiz ou padre, seguida por uma festa. É isso que eu não tenho a mínima vontade de fazer. Não quero assinar nenhum papel que me una a alguém. Quero me unir única e exclusivamente pelo que eu sinto. Sei que parece loucura, porque afinal de contas, se você ama alguém quer se casar, trocar alianças, fazer juras de amor na frente de amigos e familiares. Mas, eu não quero. E a Liz também não queria.

Então, ela começou a fazer várias pesquisas sobre o tema e finalmente se encontrou em tudo isso, nessa cerimônia da qual ela tanto fugiu.

Ela não casou porque o Estado a obrigou, ela casou porque amava Felipe mais do que odiava a ideia de se casar de novo. E essa é a melhor prova de amor que alguém pode dar a outra pessoa. Mais do que assinar um papel ou colocar um anel no dedo, isso significa "escolher uma única alma no meio de todas as que existem".

21.5.11

A menina que não sabia ler - John Harding

Não conhecia nenhum livro de Harding, e quando comprei "A menina que não sabia ler", imaginei que tivesse algo a ver com leitura. Mas, estava enganada. Esse é o ponto negativo do filme: a escolha do título foi equivocada.
Na verdade, o livro fala de Florence e Giles, dois irmãos que perderam os pais e vivem numa espécie de fazenda, sustentados por um tio que nunca vêem. Eles são criados por empregados da casa.
Os irmãos são muito apegados, mas chega o momento em que Giles tem que estudar em um internato, em New York. Florence fica muito triste, sozinha, mas ela tem um amigo que mora a poucos minutos de sua casa, chamado Theo.
Theo e Florence se davam bem, ele tinha uma "queda" por ela.
Depois de um tempo no internato, Giles foi mandado de volta pra casa porque ele era muito frágil e não consegui acompanhar o ritmo da escola. Então, uma preceptora foi contratada para dar aulas a ele, em casa. A preceptora morre afogada e outra professora é contratada. Aí é que começa o bom da história.
Florence acredita que a nova professora é fantasma da que morreu e quer levar seu irmão embora ou matá-lo. Ela chega a ver a professora flutuando no lago e observando-a em todos os espelhos da casa. Então, começa a por em prática um plano para salvar Giles das garras do fantasma, plano esse que conta com a participação de Theo.
Bom, o resto é com vocês. Mas vou avisando que o final é surpreendente.
Até onde pode ir o amor de uma irmã por um irmão? O que você seria capaz de fazer pra salvar a vida da pessoa que você mais ama no mundo?
A Florence fez coisas inacreditáveis e até imperdoáveis, na nossa sociedade. Mas, será que realmente existia um fantasma, ou era tudo fantasia dela?
Espero ter aguçado a curiosidade de vocês.
Boa leitura!!!

p.s.: no início do livro Florence não sabia ler. ela aprende sozinha na biblioteca da casa, logo nas primeiras páginas. acho que o título do livro vem daí. mas, bem que o autor podia ter escolhido algo melhor.

29.4.11

tudo o que eu queria te dizer - martha medeiros

esse livro foi indicação da cris e eu adorei!!!! vocês já devem ter percebido que estou num momento "terapia com martha medeiros", porque estou lendo tudo dela. não tem como não ler gente, ela é demais e os textos são tão humanos, tão reais.
nesse livro, ela escreve cartas, assume personagens que nem eu nem você jamais seremos, e outros que somos nós, sem tirar nem pôr.
as cartas não tem relação umas com as outras. cada uma tem começo, meio e fim e é compreendida por si só. me encontrei em algumas delas, no papel de remetente ou destinatário, e tenho certeza de que se você ler, também vai acabar se encontrando nessas páginas.
depois dá até vontade de comprar uns envelopes e sair escrevendo, coisas que eu nunca tive coragem de dizer, mas que agora, não sei porque, estão aqui, na superfície, prontas pra explodirem.

23.4.11

Selma e Sinatra - Martha Medeiros

mais um na minha lista da martha medeiros. vocês já devem ter percebido que a minha meta é ler todos os livros dela.
selma e sinatra é mais uma excelente terapia. nesse livro a martha fala das personagens que criamos e de como nós as contamos para os outros.
ela me fez pensar que a mentira é algo muito relativo. todos nós temos várias personagens e vamos apresentando elas de acordo com a ocasião. não quer dizer que você finja ou esconda. nós não somos um, somos vários.