25.3.11

Divã - Martha Medeiros

Li Divã em um fôlego só. é um livro ótimo, divertido, emocionante. foi meu primeiro contato com Martha Medeiros e já estou louca por mais!!!!
O livro conta a história de Mercedes, uma mulher casada, com filhos, que já passou dos 40. A vida parece ótima, mas falta alguma coisa. e é exatamente o que falta que ela vai procurar na terapia.
Você não precisa ter 40, ser casada ou ter filhos pra se identificar com a história. Parece que ela escreveu pra mim...

p.s.: ainda não assisti ao filme e nem a peça. mas farei isso assim que possível.

28.1.11

O Voô da Gaivota - Patrícia - Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

A morte é um mistério e todos sabemos disso. Diante, de tantas filosofias, crenças, religiões, crer em algo, ter a fé, que nos coloque frente à certeza, nos enche de dúvidas, buscar respostas para isso, é incessante ao ser humano.
Quando meu pai partiu há 16anos atrás, todas as dúvidas possíveis vieram na minha cabeça, dúvidas essas, que me colocaram apreensiva, de como, onde, ele estava.
Aos 12 anos, li Violetas na Janela, do mesmo espírito, e da mesma médium que psicografou este. Livro pelo qual desde o seu lançamento a vendagem só aumenta.
Ao perdemos um ente-querido, a tristeza e desolação é infinita, o grande vazio que fica, custa a se conformar e entender a partida necessária ou não.
Dentro do espiritismo, encontrei respostas, para as minhas dúvidas, conforto e finalmente conformismo, para uma coisa que faz parte da vida, essa que apenas é apenas uma passagem, se estendendo a outro lugar, depois da morte.
Por diversas vezes, não conseguimos compreender, o porque que algumas pessoas, se desviam de seus caminhos certos. Jovens que antes eram saudáveis envolvem-se com drogas, pessoas com comportamentos estranhos, alucinações, traumas, ou aqueles que matam, suicidam-se e fazem todo mal, achando que a punição nunca chegará.
Neste livro, explica e exemplifica diversos casos, pelos quais citei, entre outros. Mostrando também, o arrependimento, desprendimento da vida terrena, sendo que a melhor e mais potente forma de sermos felizes é o amor e o perdão. Leitura fascinante e esclarecedora. 

23.11.10

Comer Rezar Amar - Elizabeth Gilbert

Depois de 2 semanas de sol no interior do interior, um pos-carnaval conturbado, uma terca de depre, uma semana empurrada, 2 livros terminados, varias fotos devidamente “ scraptadas” , as contas por pagar, chegou o domingo: rede e livro novo.

Como assim? A 'dona' esta contando minha vida no livro? A historia de uma garota na faixa dos 30, em crise existencial, que acabou um relacionamento conturbadamente e se mudou.

Ok, agora que escrevi isso me senti ridicula. Essa e a historia de qualquer mortal em algum momento na vida, para não dizer em varios momentos da vida: Fins de relacionamentos são sempre conturbados, por mais amigaveis que sejam e isso sempre gera uma crise existencial e consequentemente, mudancas.

Sendo assim, como perdi meu assunto principal, mudo um pouco o foco. Estranho como historias pessoais se repetem e como na maioria das vezes, as pessoas reagem da mesma forma, sempre, em qualquer lugar do mundo. Final de relacionamentos? Chorar, comer, rezar e amar de novo, nem que seja para esquecer o dito anterior.

A 'dona' do livro foi comer na Italia, eu me contentei com minha cama, um cobertor e um pote de Haagen Dazs. Ela foi para a India rezar, eu fui para a Igreja de Santa Rita, no alto do bairro São Pedro. A preguica e meu desnorteamento local ainda não me permitiram conhecer a paroquia da minha santinha na capital paulista entao, de novo, me contento com minha cama e a imagem que ganhei da minha mae. Ela foi para a Indonesia amar... eu... bom, eu continho ma minha cama com a Santa Rita ao lado (o pote de Haagen Dazs acabou), esperando o tal do amor, aquele mesmo que não chega “na hora marcada, assim como as cancoes, as paixoes e as palavras”.

Vou ali... ainda estou na Italia com a 'dona'.


(Opinião escrita em 19/02/2008)

13.11.10

comer, rezar, amar - elizabeth gilbert

eu sempre preferi ler antes de ver, mas com "comer, rezar, amar" foi diferente. eu já tinha ouvido falar desse livro, que era um best-seller, mas eu não costumo ler os indicados pela Times. aí, o filme chegou em Belém e é com a julia roberts, que eu adoro!!!!! fui correndo ver e adorei. comprei o livro e não me arrependi.
a história da liz podia ser a história da minha vida, a história de nossas vidas. chega um momento em que tudo parece perdido e confuso e você precisa fazer alguma coisa pra não ser engolida pelo buraco negro. então, a liz fez o que eu gostaria de fazer nesses momentos: viajou.
ela foi pra roma, índia e bali. conheceu o prazer da boa comida, o prazer de encontrar deus e o prazer de conhecer um grande amor. tudo isso dentro de 1 ano. ahhhh que inveja!!!!!!!!
mesmo não podendo fazer o que a liz fez, fico feliz por aproveitar um pedacinho das descobertas dela, através da leitura desse livro, que aliás, recomendo.
comer, rezar, amar proporciona uma ida pra dentro de si mesmo e é muito bom olhar para dentro e perceber que gosta do que está vendo. alcançar isso pode ser difícil e demorado, mas vale a pena. e por isso esse é o meu objetivo: olhar pra dentro de mim mesma e sorrir pelo que eu estiver vendo...

6.11.10

Sidarta - Hermann Hesse




Livro que faz pensar - quase uma alto-ajuda, se isso já existisse na época de sua publicação. Um homem em busca de seu próprio EU. Muitos ensinamentos e tópicos para se filosofar sozinho ou em grupo, mas a leitura pode se tornar um pouco monótona.

Me lembrou O Alquimista de Paulo Coelho ou Cândido e o Otimismo, de Voltaire - guardadas as devidas proporções dos estilos literários de cada autor.

23.9.10

A Mulher-Gorila e outros demônios - José Rezende Jr.


Tenho a impressão que voltei no tempo. Lembro de mim, garotinha da capital estreando na vida do interior, encolhida entre a grade de segurança e a cortina de saída do trailler. Ali estava por ser curiosa. Ale me deixavam por ser filha de “autoridade” - ‘faremos tudo que seu mestre mandar? Faremos todos! ‘ - mesmo que ‘seu mestre’ não mandasse nada.

“Essa é Monga, a incrível mulher-gorila. Ela se MOVIMENTA, mostrando que é viva e real”

A entonação da voz mutante do narrador do espetáculo se mistura com a voz cadenciada de Dona Filó da esquina, que hoje, quando me vê, repete para quem quiser ouvir: “ vô acendê umas vela que é procê arrumá um marido rápido”. Também ouço o canto triste de Adriana Lúcia pendurando roupa e as histórias da minha tia que tem uma amiga cujo marido fez alguma coisa relativa ao assunto em questão - independente de qual for o assunto.

“Calma Monga! Não! Não faça isso Monga... Monga... Meu Deus!”

Me encolho mais para não ser atropelada pelo público assustado, e ainda assim consigo olhar no fundo dos seus olhos de gorila. Eu descobri o segredo e agora estamosaqui, eu e Monga, de volta à Minas, sem muita diferença entre o antes e o agora.

Uma seleção de contos com o mais gostoso estilo mineiro. Parabéns José Rezende pelo poder de nos fazer viajar!

2.9.10

Romeu e Julieta - William Shakespeare



 Talvez, essa seria a única história, conhecida mundialmente, que não precisasse de um resumo. Quem não conhece, a história de amor, mais célebre de todos os tempos? A briga de família, tragicamente consciliada por um amor impossível, regado a sangue e juras de amor.
Quando tentei ler, aos meus 16 anos, não entendia, que essa leitura,  a chave dela, e por não entender e nem conseguir de  sair da página 3, seria exatamente o que agora me fez ler até a última página, a linguagem metafórica e romântica. Cada diálogo, é uma poesia, por mais simples que possa parecer, e não ousaria em dizer, "uma dança, com as palavras".
Clássico, dos clássicos, merecidamente por estar entre eles.